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Amor de Pinguim

Olá, leitores apimentados! Feliz 2015!!! ❤

Depois de tanto tempo e já mais um tanto enferrujada, o 1o. texto do ano no meu blog não é meu, mas achei tão-tão-TÃO FODA que resolvi compartilhar por aqui. Porque amor não é esse negócio que o povo sente e deixa de sentir em 5 minutos. Espero que gostem tanto quanto eu gostei.

“Eu quero um amor de pinguim

Um amor que dure a vida toda. Um amor puro e verdadeiro. Um amor que frutifique. Eu quero um amor de pinguim.

Um amor de fidelidade e lealdade. Um amor que ultrapasse as tempestades, as intempéries, as distâncias. Um amor que ano após ano retorne para me encontrar no mesmo lugar. Que seja diferente todos os dias e que reforce dia após dia suas convicções. Eu quero um amor de pinguim.

Um amor que apesar de toda dificuldade, sempre retorna para o ser amado. Um amor simples e sem grandes pretensões mas que é grandioso apenas por ser amor. Eu quero um amor de pinguim.

Um amor que colabora, que inspira, que encoraja. Um amor que divide, que soma, que jamais subtrai. Um amor que não foge das dificuldades, mas que as enfrenta junto ao ser amado. Eu quero um amor de pinguim.

Um amor que em dias frios seja capaz de aquecer meus pés que em dias quentes consiga refrescar minha alma que nos dias amenos coloque vida em minha vida. Eu quero um amor de pinguim.

Um amor eterno. Um amor imenso. Um amor assim, feito um amor de pinguim.”

(Autor desconhecido)

Amor de Pinguim

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Surpresa de Dia das Mulheres

Eram 07hs quando meu despertador começou a fazer escândalo.  Bipbipbip…  Eu estava num sonho tão bom que resmunguei um palavrão qualquer. “Ok, preciso trabalhar”. Olhei para o lado da minha cama – o lado vazio, que sempre me lembra que meu marido acorda ainda mais cedo do que eu para atravessar a cidade e chegar ao trabalho – e, sobre seu travesseiro, tinha uma nova lingerie, com um bilhete:

“Use isto hoje durante o dia. Não se atreva a colocar esta lingerie apenas perto de nos encontrarmos, porque quero sentir teu cheiro e teu gosto de “dia todo”.

Vamos jantar fora. Vá sem carro, por favor.

A propósito, Feliz Dia das Mulheres.

Com amor e tesão, Luiz”

Ri sozinha e timidamente. “Ah, é isso… O que será que ele está aprontando?”, falei em voz alta, como se, externando minhas ideias, a resposta viria. Como não veio, resolvi apreciar o novo mimo: um lindo corpete num tom roxo, com alguns detalhes em preto, e calcinha transparente preta, com os mesmos detalhes do corpete, porém roxos. Lindo de viver!

Banho, perfume, cremes, maquiagem… ritual da manhã: check! Escolhi um vestido para ir trabalhar – para deixar a área ventilando e também porque estava um daqueles ardidos do verão de Março -, um salto modesto, e lá fui eu, de ônibus, matar o último leão da semana.

Sorte que o dia passou rápido. Confesso que eu estava pilhada, tentando imaginar o que o Lu estava planejando. Depois de pouco mais de 7 anos juntos e, ainda que nos esforcemos muito, caímos numa rotina e qualquer programa serve para mexer as estruturas. Ainda assim, tento não criar muitas expectativas. Em minha única tentativa de sondar por sms, ele me respondeu “Trabalhe direitinho aí e deixe de ser curiosa. Estarei aí para te buscar às 18hs, não se preocupe.”. Aff! Rs

Pois ele estava lá, sim, às 18hs. Lindo, sorrindo e totalmente enigmático. Quando entrei no carro, trocamos um beijo super apaixonado, como há muito não fazíamos fora de casa. Aquilo me acendeu, mas percebi que não faríamos nenhuma estripulia como nos tempos de namoro. Fomos conversando sobre o nosso dia durante o trajeto, quando reconheci para onde estávamos seguindo: era a fachada de um apart que tínhamos ido uma vez, no dia em que ele me pediu em casamento. Sorri para ele, e ele retribuiu de volta, pegando minha mão. “Está com muita fome?”, “Não muita”, respondi.

Entramos, fizemos check-in, e subimos para o quarto. “Lia, vamos jantar no quarto mesmo, ok? Quero que você curta este seu presente e não quero que sejamos interrompidos.”, ele me disse no elevador. “Por mim, baby, ótimo! Essa minha curiosidade de todo o dia PLUS nova lingerie estão me quase me matando de tesão!”

Entramos no quarto – o mesmo quarto que marcou um dos dias mais importantes do nosso relacionamento. Ele me abraçou pelas costas, colocou seu queixo sobre meu ombro direito, sentiu o perfume do meu pescoço, mordeu o lóbulo da minha orelha, beijou minha nuca. Foi tudo muito rápido. Em um segundo estávamos entrando no quarto, e, no outro, estávamos nos beijando desesperadamente. Nossas mãos percorriam mutuamente dos cabelos ao sexo, nossa respiração estava ofegante, o tesão nos fazendo explodir. Ele me pegou no colo por um abraço e me levou para a cama, aproveitando a facilidade do vestido para já afastar minhas pernas e começar aquela tortura deliciosa. Mordeu a parte interna das minhas coxas, lambeu minha virilha, cheirou minha calcinha – que ainda vestia minha buceta – como quem aprende as notas de um novo perfume. “Adoro esse teu cheiro daqui debaixo”, ele sussurou, me olhando com aquele par de olhos castanhos claros, enquanto apenas afastava a minha calcinha, me deixando ainda mais ofegante. Num segundo senti sua língua quente e molhada beijando minha buceta – primeiro os grandes lábios, depois meu grelo, num movimento circular contínuo que ele bem sabe como fazer, e bem sabe que resulta em gemidos , mais gemidos… e orgasmo certo. E lá estava eu, gemendo, gemendo, tremendo as pernas, gemendo de novo, respirando ofegante – quase vivendo a pequena morte – quando ele enfiou um dedo dentro de mim. Foi o bastante, gemi mais alto, me entortei inteira, gozei.

O Lu é o tipo de homem que fica louco de tesão quando dá prazer a uma mulher e percebe que ela está curtindo. Ele ficou com o pau duro feito uma barra de ferro, e me conhece o bastante para saber que, depois que eu gozo, pode vir meter em mim, que estarei molhadinha e totalmente vulnerável. Adoro isto.

Então ele tirou minha roupa, me deixando apenas com o corpete, e me admirou naquele estado de mini-transe. “Você ficou linda nesta lingerie nova, tenho um bom gosto do caralho!” Me puxou para a beirada da cama, puxou minha calcinha e enfiou o pau dentro da minha buceta encharcada, começando com movimentos mais lentos, como se para me fazer habituar com sua presença deliciosa dentro de mim. E mais rápido. Mais rápido. E com mais força. E mais rápido. E nesse ritmo gozamos juntos, ele desmoronando ao meu lado da cama, e nós dois murmurando palavras sem sentido e rindo feito dois adolescentes. “Rápido, né?”, ele me disse. Eu ri ao responder que aquilo era a urgência dos nossos corpos. Descansamos num cochilo breve.

Acordamos e pedimos uma dessas especialidades do chefe, jantamos, conversamos mais algumas besteiras, vimos um filme que passava na TV a cabo e ensaiamos dormir. Mas estávamos muito ligados para pegar no sono e, ainda que em silêncio, não resisti ao pau duro do Luiz encostando na minha bunda na nossa conchinha. Estiquei meu braço para trás e peguei seu caralho de uma forma carinhosa, porém firme, e comecei a masturbá-lo. Senti sua respiração forte sobre minha orelha e um gemido que vinha do fundo da garganta, e fiquei louca de tesão novamente. Desci por sua barriga, chegando ao seu pau e começando a chupar com gosto, fazendo aqueles olhos castanhos revirarem. E chupei mais, e mais, e alternei os movimentos que ele mais gosta, volta e meia abocanhando o pau todo, encostando a cabeça no fundo da minha garganta e até ficando com meus olhos em lágrimas. Então eu montei sobre ele e sentei naquela pica grossa, cavalgando até gozarmos juntos novamente. “Acho que tem alguém insaciável por aqui, hein?” Eu ri da piada dele, mas estava cansada demais para um novo round. “Dorme com Deus” e “Amém”, ainda temos este costume. Acho bonito. Pegamos no sono pesado.

Acordamos por volta das 9hs do sábado, sol fritando lá na rua e nos obrigando a ligar o ar condicionado. Então acordamos, assistimos TV e conversamos mais algumas bobagens, como dessas de programar o final de semana, mas não fazer nem 50% daquilo que se programa. Ainda que eu soubesse que não faríamos nem a metade das coisas, me peguei rindo feito uma boba, recém-apaixonada. “O que foi, gata?” “Obrigada pela surpresa. Eu adorei!”, respondi timidamente. Percebi que ele riu como se tivesse contado uma piada para si mesmo, e fiz ele me dizer o que estava pensando. Na mesma hora ele deu um tapa na minha bunda, levantou da cama e me disse, a caminho do banheiro:

“Obrigada o cacete. Vamos nos ajeitar logo prá voltar prá casa. Você tem que fazer faxina! Hahahahaha”

“Seu groooosso! Hahahaha”

“Grosso e delicioso, como você bem conhece.”

Ele deu aquela piscadinha que me derrete. Mas é um filho da puta. Que me diverte e eu amo. O meu filho da puta. Que me preparou uma deliciosa surpresa de Dia das Mulheres, e que me faz lembrar sorrindo feito uma tonta…

Amor, Pé na Bunda, Clichês e Outras Drogas

Aparentemente está tudo bem. De repente, o mundo se abre sob teus pés. A pessoa rompe, inesperadamente, e te deixa perdido, “com cara de cachorro que caiu do caminhão de mudança”. Às vezes, nem é tão inesperadamente assim: você está percebendo que algo está errado, vocês já conversaram a respeito – ou nem conversaram porque a pessoa “é mais fechada que uma ostra” -, e você espera que tudo se ajuste, tudo se encaixe. Ao invés disso, pé na bunda. É, camarada, “a vida é assim mesmo”, mas relaxe! “Um pé na bunda serve para alguma coisa: pelo menos te chuta prá frente”. Mas… quanto tempo leva até que você se cure desse trauma?

Primeiro vem a fossa. A estadia por lá depende de cada um. Tive relacionamento em que a fossa, aquela devastadora, dolorida mesmo, abaixo do nível da fossa, durou uma semana. Nem comer eu conseguia. Fiquei um trapo, espantalho era elogio. Aos poucos os choros diminuíram, a ausência da pessoa passou a ser menos dolorosa. Mas não foi fácil; era meu primeiro relacionamento sério, éramos noivos, essa coisa toda. Ficamos separados por dois meses, voltamos, ficamos mais um tempo, mas “não era prá ser”.

Tem gente que fica na fossa por meses a fio. Se recusa a receber ajuda, palavra de conforto, ombro amigo, não quer nem sair de casa. Há também aqueles que preferem a fossa regada a álcool. “Sofrer, só se for com Vodka.” É tudo forma de dizer: “me deixa na minha”. Ok, estamos aguardando, e insistindo no contato porque “só insistimos naquilo que vale a pena”.

Aí sai da fossa… com uma fooooome! Quer sair por aí comendo todo mundo. É a fase do “foda-se”. Sabe como é? “Me dediquei tanto a esta pessoa filha duma puta e mereço pé na bunda como recompensa. Quer saber? FODA-SE!” Pois prá tudo existe o foda-se. Geralmente essa fase é mais longa que a fossa. É o renascer da Fênix, a pessoa precisa voltar a se afirmar, muito mais para si mesma do que para as pessoas ao seu redor. Amor próprio? Longe disso, camarada, o começo desta fase é apenas uma extensão da fossa. Despeito, ego ferido… Demora um pouco para a pessoa voltar a se enxergar de verdade. No começo ela tende a ser apenas um fruto de tudo o que lhe aconteceu.

Aí, sim, as ideias voltam a se ordenar. Aos poucos ela se redescobre, percebe do que gosta de verdade – e não porque aprendeu ao lado “de um certo alguém”. Passado o ego ferido, volta a se abrir para conhecer novas pessoas – conhecê-las de verdade, e não apenas ao seus corpos – e, quem sabe, encontrar um novo amor. Para algumas pessoas, é fato, ha um longo intervalo entre uma fase e outra. Não porque o trauma ainda impera, e sim porque a pessoa aprendeu a apreciar tanto a própria companhia que uma outra pessoa poderia atrapalhar este momento tão único, tão seu.

E então, naquele momento, sem menos esperar, um novo alguém pode aparecer, um novo amor pode surgir… para, quem sabe, enfiar o pé na jaca de novo, dessa vez não tão inocente, um pouco mais maduro – e ser um tanto mais feliz “para sempre enquanto durar”.