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O Encontro

Como é difícil repassar todas as sensações e sentimentos de prazer e paixão para um espaço em branco… mas esta história está valendo a pena. História essa que consome meus dias, meus sonhos, meu calor, meus pensamentos e todo o meu prazer.

Tudo começou num feriado, sem pretensão nenhuma. Ia ficar em casa, um dia como outro qualquer, mas saí com alguns amigos para me divertir. A ideia de andar quase duas horas de trem, num feriado frio de setembro, não estava me agradando nem um pouco, mas fui. Atrasos, esperas, caminhos perdidos, risadas, desencontros… Enfim, chegamos. Assim que entrei no bar te vi encostado à mesa de bilhar: cabelos longos, – os maiores que já peguei -, sua barba, seu estilo, sua cara de macho…. e você nem me viu. Voltei à minha mesa, minha cerveja, meu mundinho.

Muitas risadas, bebidinhas… e a música rolando. Heart era a banda cover e, com a paixão de sempre, curto a música, sentindo cada nota, me entregando. Quase não percebo você ao meu lado, mas tua presença não passa despercebida, pois noto em você a mesma paixão em curtir e sentir a música, e isso me atrai e me agrada. Passo a te olhar ainda mais. Num momento meu de distração, não vejo você sair do meu lado e, de repente, só sinto tua pegada na minha cintura, e você segura meu braço fazendo dele a sua guitarra. Sinto todo o teu corpo me pressionando pelas costas, e me deixo levar pela tua deliciosa pegada, sutil e viril, e começamos a dançar. Já sentindo arrepios pelo corpo todo, você começa a roçar sua barba macia pelo meu pescoço e a cantar no meu ouvido. Ali me entreguei e, mesmo sem saber, sabia que seria sua, e assim começamos nosso delicioso jogo…

Atracamos-nos como dois loucos, sedentos. Eu mal conseguia me importar com as pessoas em volta. Só sentia tua boca, tuas mordidas, tuas mãos ensandecidas me atacando, e eu toda melada, fora de controle, sentindo cada vez mais o ar faltar. A tua mão sentindo o meu sexo quente e molhado, teu olhar sedento me deixando cada vez mais louca, viramos o comentário do bar… mas, e daí?  Enfim pergunto o teu nome, e você me diz, com toda ironia e teu delicioso sorriso safado, que não me diria, pois “iria realizar minha fantasia de ficar com um desconhecido”. Ri da sua audácia e disse que não falaria meu nome também. Pouco depois, porém, um amigo desavisado passa e me chama pelo nome composto, em alto e bom som, e você gargalha deliciosamente, e eu fico vermelha, com um rubor que só você consegue me arrancar.

As horas passam, e todos me apressam pra ir embora. Mais apertos sem-vergonhas e nos despedimos. Quando chego à rua… cadê todo mundo? Todos se foram e me deixaram. Volto para o bar, sem graça, e você ri. Quando estamos saindo, teu amigo desavisado te dá tchau e fala teu nome. Minha vez de rir, estamos quites de novo.

Vamos para o teu carro, eu estou confusa. Uma mistura de vários sentimentos: tesão, medo, vergonha… saímos sem rumo, sem destino. Paramos numa estrada de terra, só o céu de testemunha. Nos olhamos, sedentos, e eu me entregando cada vez mais ao homem desconhecido que parece conhecer cada pedaço do meu corpo, sabendo como e onde tocar, que me devora com sua boca deliciosa, me pegando com força e uma sutileza sem tamanhos.;; só de lembrar, me molho inteira.

Você me joga de quatro no banco de trás do teu carro, arranca minha calça. Sinto teu olhar me deslumbrando. Tuas mãos me percorrem, me batendo, me acariciando, me alisando. Teus dedos me penetram, que tortura deliciosa!, gozo loucamente e, com o olhar, imploro para você me devorar, e sinto que era exatamente assim que você queria me deixar: sua presa, louca, sedenta e explodindo de prazer, a espera de algo mais.

Na tentativa de me recompor, finalmente consigo te pegar, sentir teu delicioso pau em minhas mãos… que delicia! Caio de boca em você, sentindo cada centímetro, teu pulsar… Ali, já sabia que nada além de que nossas mãos e bocas iria rolar, mas foi mais que o suficiente para me deixar em estado de pleno gozo, sendo alimentada pelo teu olhar sedento e safado, e sentindo cada vez mais tua respiração ofegar, enquanto teu pau desliza pela minha língua, e teus dedos me tomando completamente. Explodo de prazer ao sentir você gozar na minha boca.

Recuperamos o fôlego, recolocamos as roupas, e rimos, deliciosamente…

Você me leva de volta à Estação do trem.  Mais beijos, mordidas, e um delicioso tapa na bunda de despedida com sabor de quero mais. Vim embora em êxtase, com aquele sorriso bobo no rosto, e tudo que sabia de você, era o seu nome, seu gosto, seu cheiro…

(Via Lady in Red)

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