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Amor de Pinguim

Olá, leitores apimentados! Feliz 2015!!! ❤

Depois de tanto tempo e já mais um tanto enferrujada, o 1o. texto do ano no meu blog não é meu, mas achei tão-tão-TÃO FODA que resolvi compartilhar por aqui. Porque amor não é esse negócio que o povo sente e deixa de sentir em 5 minutos. Espero que gostem tanto quanto eu gostei.

“Eu quero um amor de pinguim

Um amor que dure a vida toda. Um amor puro e verdadeiro. Um amor que frutifique. Eu quero um amor de pinguim.

Um amor de fidelidade e lealdade. Um amor que ultrapasse as tempestades, as intempéries, as distâncias. Um amor que ano após ano retorne para me encontrar no mesmo lugar. Que seja diferente todos os dias e que reforce dia após dia suas convicções. Eu quero um amor de pinguim.

Um amor que apesar de toda dificuldade, sempre retorna para o ser amado. Um amor simples e sem grandes pretensões mas que é grandioso apenas por ser amor. Eu quero um amor de pinguim.

Um amor que colabora, que inspira, que encoraja. Um amor que divide, que soma, que jamais subtrai. Um amor que não foge das dificuldades, mas que as enfrenta junto ao ser amado. Eu quero um amor de pinguim.

Um amor que em dias frios seja capaz de aquecer meus pés que em dias quentes consiga refrescar minha alma que nos dias amenos coloque vida em minha vida. Eu quero um amor de pinguim.

Um amor eterno. Um amor imenso. Um amor assim, feito um amor de pinguim.”

(Autor desconhecido)

Amor de Pinguim

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Conselhos e Decisões

Nestes últimos dias, tenho acompanhado uma série de acontecimentos nas vidas de algumas pessoas, algumas delas que têm uma porção gigantesca do amor que sei oferecer, e isso me fez refletir a respeito dos conselhos que damos e das decisões que tomamos.
Penso, como exemplar filósofa de botequim, que a maioria dos conselhos que transmitimos às pessoas são baseados em experiências próprias, boas ou ruins. Por termos vivenciado determinadas situações, uma hora aprendemos a tirar melhor proveito delas, da melhor maneira que conhecemos dentro dos nossos valores e estilo de vida. O resultado pode ser uma blindagem emocional, para nos proteger dos perigos (você pode considerar como perigo qualquer situação ruim que tenha experimentado, como uma mágoa, por exemplo) que já vivemos -, ou um espírito livre e sem reservas, embora consciente e coerente, para aproveitar de forma plena o que for bom.

E aí é que está a grande sacada: uma vez fruto do meio, assimilamos melhor o que passamos na pele. Aí nos tornamos sábios conselheiros, dentro da nossa ótica, sobre tais assuntos.  Acompanhou?

Conselhos e Decisões

Agora vamos pensar em quantas vezes fomos aconselhados para agir de determinada maneira, porque funcionou bem para um amigo, parente ou alguém que nos quer bem “de graça”, mas fizemos exatamente tudo ao contrário do que ouvimos. Em algumas raras vezes, tivemos a sorte de apostar na nossa intuição, apesar dos conselhos contrários, e nos dar muito bem na decisão tomada. Outras muitas vezes, demos com os burros n’água e fomos obrigados a ouvir, rabinho entre as pernas, aquela frase que dá vontade de dar porrada em quem a profere – sabendo que era verdade -: “Eu te disse, não te disse?”

Admito: o melhor conselho é aquele que nunca precisarei dar a ninguém. Porque, pensando igual a mim e tendo passado pelas minhas experiências, a pessoa não tomará outra decisão que não a mesma que eu. E, convenhamos, tecnicamente impossível… além de um mundo chato do KCT, não é mesmo?

Então, se é que há conselhos aproveitáveis, eu tenho alguns a transmitir:

– Não gaste vela com defunto ruim/Não jogue pérolas aos porcos: Se a pessoa não vai com a tua lata, não disperdice teu tempo e tua sabedoria com quem você já sabe que não merece e que, não apenas não vai te ouvir, como vai te ofender como forma de agradecimento. Se a pessoa não quer ser aconselhada, não gaste teu latim;

– Não seja omisso com quem vale a pena, mantendo o respeito: Se não concorda com uma atitude de quem você gosta muito, se pronuncie.  Aconselhe sim, mas jamais imponha que a pessoa pense igual a ti. Lembre-se: você já ouviu conselhos , mas as decisões foram tuas, boas ou ruins;

– Aceite que o teu amor ou simpatia à pessoa não irão protegê-la dos perigos do mundo lá fora. Tanto é verdade que teus pais cansaram de te aconselhar, mas você é fruto das tuas próprias decisões e consequência delas;

– Não vire as costas para um amigo que preferiu, no teu ponto de vista, dar murro em ponta de faca: lembre-se: a intuição dele pode te surpreender. Até porque você também já precisou voltar com o rabinho entre as pernas…

A sabedoria adquirida e o foda-se devem ser usados com equilíbrio. E se quiser seguir algum dos meus conselhos, legal. Se não quiser, ok também. Tua vida, tuas decisões… e o meu respeito a isso tudo 🙂

Por que namorar e como agradar teu nerd

Olá, leitores deliciosamente ardidos!

Como vocês já sabem, ou imagino que saibam, sempre fui uma mulher fã de gordinhos. Gordinhos, rockeiros, cabeludos e tatuados, então, meu Deus, acho lindo. E o que eu não imaginava, até o ano passado, era que o destino ia me fazer trombar com um gordinho-rockeiro-cabuludo-tatuado… e nerd.

Nunca fui preconceituosa com o mundo nerd, não. Até porque, na época da escola, eu sofria  bullying por ser muito magra, usar óculos e ter cabelo enroladinho. Os poucos amiguinhos homens que eu fazia eram nerds e também sofriam preconceitos. Mas namorar um? Admito, nunca tinha me passado, nem da maneira mais remota, que seria essa a surpresa deliciosamente agradável que o Destino estaria reservando para mim. E, quando deliciosamente agradável, meus queridos… podem apostar que estou sendo eeeextra-sincera >)

Eu resolvi dar uma lida em alguns artigos sobre o assunto e me identifiquei ali, no outro lado. E vou transmitir algumas das ideias, não apenas “copiando” os textos – afinal eu sou uma nerdzinha nível easy e detesto CrtlC + CrtlV -, acrescentando algumas das minhas próprias experiências.

Entenda: quando escolhe uma mulher para estar ao seu lado, é porque ele já deu uma boa avaliada no que viu, gostou, e percebe nela uma puta possibilidade de parceria – não obrigatoriamente em todas as suas nerdices. Ele terá feitos cálculos de porque, por A+B, aquela mulher é interessante o suficiente para compartilhar da sua vida. Além disso, uma vez apaixonado por você, vai querer entender melhor o teu mundo, porque ele aaama aprender coisas novas, de verdade. E, da mesma maneira, ele vai amar ensinar sobre as coisas que fazem parte do mundo dele .

Sabe aquela coisa de que “o homem não repara na mulher que tem”? Amiga, vou te dizer que tá prá nascer raça mais observadora que nerd, viu? Dias atrás fui surpreendida com um comentário que até me emocionou. Não me considero a última bolacha do pacote, mas fui comparada com uma atriz lindíssima. Não na beleza, propriamente dita, e sim nos detalhes. Além do bocão que, sim, eu sei, é bem parecido com o dela, meu nerd disse que meu olhar é tão expressivo quando o dela, que meus dedos são magros, porém de ponta gordinha iguais aos dela. Fala prá mim: que tipo de homem teria reparado nisso?

Além disso: você conhece algum nerd que faça algo “meia-boca”? Não, né? Agora, imagina na hora do sexo: ele não se contenta em não te dar prazer – tem cara que não liga, se ele chegou lá e você não, azar o teu. Então, se alguma coisa ainda “não encaixou”, ele vai procurando maneiras até te satisfazer. E você tem total abertura para explicar para ele o que não está funcionando, sem que ele se ofenda. “Olha, acho que, se você chupar meu mamilo/grelo assim-assado, vou sentir mais prazer.” Gata, pode ter certeza absoluta de que ele vai, pelo menos, tentar. Ele ama aprender, lembra?

Um cara desse tem que ser recompensado, não tem? Porra, e como tem! Só em sexo? Não. Em sexo, também, claro, mas ele te escolheu para fazer parte da vida dele, e tem muita coisa interessante por lá.

Filmes

Duvido que num mundo “Star Wars  – Senhor dos Anéis – De Volta para o Futuro – Matrix” não exista um filme que te agrade. Proponha a ele uma maratona do filme – e depois se prepare para uma maratona de sexo. O importante é a reciprocidade, o agrado é para os dois ❤

Até os Troopers se apaixonam <3

Até os Troopers se apaixonam ❤

Presentes

Porra, tem uma infinidade coisa no mundo nerd, desde acessórios para cozinha e itens para vestuário até tecnologia. Rolou dúvida? Observe o que o teu nerd gosta: ele tem super heróis favoritos? Que tal uma camiseta, ou miniaturas? Ele tem algum filme de cabeceira, ou está amarradão numa nova saga? Procure algo que faça alusão a esta ficção. Agrade-o… e ganhe pontos com os agradinhos.

HQ

Já reparou que 10 entre 10 nerds amam Histórias em Quadrinhos? DC, Marvel ou Turma da Mônica, não importa: o cara gosta de ler histórias que combinem bom enredo com boas ilustrações. Você é obrigada a gostar? Não, né? Mas… que tal acompanhar teu Nerd a uma dessas lojas que vendam HQs? Embora eu acredite que você nem precise ficar grudada nele lá na loja, porque, pela minha experiência, sei que o nerd vai abrir uma HQ e dar uma boa e tranquila folheada na peça, tenho um bom palpite de que você vai gostar do passeio, porque acaba sempre tendo um ou outro artigo interessante para os teus olhos.

Vou contar uma coisinha para vocês: teve um dia que meu nerd me contou sobre uma batalha numa edição do Batman de muitos anos atrás. Num dia, estava eu num Sebo e vi HQs por lá. Encontrei uma do Batman cuja capa me fez pensar: “Será que essa é a tal da batalha que ele me contou?” E comprei. E não é que era? Arranquei lágrimas de testosterona dele – sério, ele chegou a falar disso no Twitter. Fala aí se não mandei muito bem? Foi daí que ele sentiu o incentivo de voltar a ler. Ponto para as meninas! =D

O @blogpapaichegou voltando à leitura das HQs

O @blogpapaichegou voltando à leitura das HQs

Culinária

Me perdoem as feminazi, mas ser boa cozinheira é fundamental. Sempre achei importante agradar o cara que te agrada. Além disso, você tem que comer, certo? E, ok, você pode nem ter o dom e o talento da mãe do cara na cozinha e isso é totalmente compreensível. Mas, que tal pensar em alguns detalhes? Cozinhar algo que viram em um filme ou série (já fiz macarrão com salsicha referenciando o The Big Bang Theory, hehehe), ter – e presenteá-lo, olha aí outra dica de presentes – acessórios que tenham a ver com a nerdice dele… enfim. Há grandes possibilidades de agradá-lo neste sentido.

Por via das dúvidas, anote essa dica preciosa: bacon! Bacon move a vida e o cérebro de muitos nerds. Como diz o @edutestosterona, “um bacon fritinho e crocante garante a noite”. E como garante >)

Fantasias Sexuais

Mas fantasiada mesmo! Nerds adoram histórias: HQ, RPG, Video-Game. Certo? E que tal aparecer com o biquinizinho dourado da Princesa Léia? Ou de sobretudo e óculos de sol, feito a Trinity? Os nerd pira! =D

Enfim, há muitos mais coisas que podem ser feitas. Conhece alguma outra coisa que agrade um nerd? Compartilha a experiência aqui nos comentários =D

Referências: Lógica FemininaTestosterona, e um pouquinho da minha própria vida…

Saudades…

Você começa a dividir tudo por dois. Prá caber tudo no guarda-roupas, percebe que é necessário fazer aquele puta exercício de desapego e se livrar daquela camiseta que te lembra aquele verão memorável de 1995, da calça na qual você não cabe há uns 2 anos (mas que iria perder peso e voltar a usá-la) e de um monte de quinquilharia inútil.

Teus horários já não são mais só teus, o banheiro não é mais só teu, o cobertor não é só teu. A vida não é mais só tua. Não que você pertença ao outro, mas agora você se permite estar com o outro – e precisa se adaptar às mudanças na própria rotina. Assim é a vida a dois. E faz pouco tempo que entrei nela.

Dias atrás ele fez uma pequena viagem. Está há dois dias fora, volta hoje. Confesso que, por mim, eu teria ido junto. Mas nem sempre é possível estar ao lado da pessoa o tempo todo.

Tenho vindo trabalhar com o carro dele, sou a dona do dial do rádio. Aproveitei para não fazer nada de “pesado” em casa, jantei miojo – e só miojo, nada gourmet -, assisti filme água com açúcar no quarto, fiz xixi com a porta do banheiro aberta. A liberdade precisa ser apreciada e aproveitada com respeito.

Foda mesmo foi dormir sozinha estas duas noites, sem a barriga dele esquentando as minhas costas… Foi à noite que a saudade mais apertou.

Dia do Ex: Rompimento e Vida que Segue

Anos atrás, quando o relacionamento deveria ter terminado, deixamos um elo financeiro que, volta e meia, me obrigava a manter contato com meu ex. Ele tinha sido o que eu, até então, chamava de “melhor namorado que eu tive”. Fui a primeira namorada dele – dessas que um homem com mais de 30 anos resolve, pela primeira vez, apresentar para os pais. Tínhamos sido excelentes colegas de trabalho, gostávamos um do outro “de graça” e, um dia, ficamos. Foi tudo tão bom para os dois que decidimos que seria o primeiro de muitos dias juntos. E foi assim, durante aproximadamente 1 ano e meio, quando peguei uma traição que me desestruturou – e, comigo, desestruturou também o nosso namoro. Ainda assim, eu continuei gostando dele por muito tempo. Eu teria voltado com ele, se fosse para ser, mas deixei bem claro que não haveriam revivals. Ou era tudo, ou não seria nada.

vida-que-segue

Muito perto da época em que, finalmente, conseguimos encontrar uma maneira de nos desvincular daquilo que nos prendia financeiramente, acabamos percebendo que ainda havia entre nós um vínculo emocional. Nessa de precisarmos nos falar com uma certa frequência, nos demos conta de ainda havia um grande carinho, e mais do que isso, entre nós dois. O problema é que ele já tinha seguido o caminho dele, feito suas escolhas e, com elas, sido pego de surpresa com uma notícia – sua namorada estava grávida. Naquele momento novamente a minha ficha caiu – o que tinha ficado no passado era assunto do passado, o presente não iria mudar. Confesso que acabei ficando com ele depois disso, como forma de, talvez, fazê-lo tomar uma decisão que pudesse “me beneficiar”. E, claro, ele não saiu da sua zona de conforto – hoje consigo compreender que o melhor mesmo é que a criança nascesse num lar com pai, mãe, cachorro, papagaio…

Um dia antes de eu assinar o contrato que nos libertaria de vez, ele foi à minha casa. Conversamos sobre a vida, sobre o que significávamos um para o outro. Ele tentou me beijar e, com muita tristeza, virei o rosto. Reforcei para ele, como eu disse antes – inclusive neste relato -, que ou era tudo, ou era nada. Disse que eu tinha mais que um beijo para dar: tinha uma vida, uma história. Porque não sou mulher de virar escape de cara com problema conjugal. Aquele “deslize” na verdade tinha seu propósito, que era fazê-lo pensar sobre nós dois. E, se ele havia pensado, e decidido continuar com a vida que estava levando, eu estava fazendo a minha parte, que era de aceitar a decisão dele e não atrapalhar a sua vida.

Não nego que eu sinto falta da amizade dele. Nunca, nem enquanto namoramos e nem durante este período que comentei nestas linhas, nós brigamos. Tivemos algumas discussões, claro, o rompimento não foi a coisa mais tranquila do mundo… mas, ainda assim, ele foi um grande e bom amigo. A última vez que nos falamos foi no aniversário dele, e por e-mail. Talvez nos falemos no meu aniversário. Talvez. Se não nos falarmos, amém também. O ciclo fechou, a história se acabou.

Não tenho raiva, não o odeio, sabe? É claro que me lembro o quanto sofri – eu lambi o fundo do poço e o lodo que tinha por lá. Achei uma puta cachorrada o chifre que levei, porque sei que tipo de namorada eu fui… mas estou longe de acreditar que existam relacionamentos perfeitos. Não havia naquela época, não haverá depois. Não vou sair por aí dizendo que hoje, passados alguns anos, eu aprendi a aceitar, numa boa, que a pessoa esteja comigo saia por aí ficando com outras pessoas. Não aceito, não fui feita para viver em relacionamentos abertos, não sei conviver com a lembrança (ou ideia remota) de a pessoa que eu amo ser tocada em partes de seu corpo que, nos meus valores, só eu posso tocar. Sou ciumenta – a meu modo. A exclusividade me coloca num falso porto-seguro, no qual ainda gosto de me ancorar.

Tudo isso foi para dizer para você, que me lê, que a tua vida deve seguir adiante quando os ciclos terminam. Eu sei que não é fácil, muitas vezes é doloroso, mas ainda assim você deve ser a pessoa mais importante na história da tua vida. Eu poderia ter agido diferente, ter me mantido presa ao ex de corpo e alma – porque sei que minha alma se manteve presa, por mais que eu não aceitasse isso -, mas aí teria me tornado a puta do ex. Não qud eu me sinta melhor do que outras pessoas por ter decidido isso, mas não sirvo para me prestar a este papel. Não sirva você também. No fundo, você sabe que vai criar expectativas, se frustrar e sofrer.

É preciso perceber a hora de romper os laços que nos prendem ao passado, de verdade, e seguir adiante. Ex bom é aquele que a gente enterra no cemitério do passado, faz missa de sétimo dia, e fim. Porque não se pode esperar que a vida da outra pessoa dê errado para que a sua, com esta pessoa, comece a dar certo. A mão se machuca depois de tanto murro em ponta de faca, uma hora fica insuportável.

Hoje minha vida já deu uma bela e feliz virada, e sinto que foi necessário que este elo se rompesse para que tudo começasse a caminhar de verdade. Rompa os teus o mais breve que conseguir. É a vida que segue.

Gordinhos eu amo

Eu gosto de homens grandes. Dos gostosões das coxas grossas e braços saudáveis aos gordinhos. Especialmente gordinhos – e se o gordinho tiver cara de mau, então… uau!
Sei que deve haver alguma explicação científica para esta minha preferência. Se devo projetar o meu pai (aquele gordinho) no conceito de “homem perfeito”? Pode ser, claro. Fato é que não me importo com essas “psiquê-análises”, porque elas não mudarão o meu gosto.
Para se ter uma ideia, diferente de muitas mulheres, eu nunca fui fissurada por homem fardado. Reconheço quando vejo um fardado gostosão, claro, mas aquela fixação nunca rolou. E nem teria como. Coisa mais estranha do mundo é gordinho de farda, venhamos e convenhamos.
Desde minha adolescência percebo essa minha queda – não, queda não: capote! – por caras grandes. Ainda hoje, quase 20 anos depois do início da minha fase teen, continuo achando interessante os olhares que pousam sobre mim quando estou acompanhada, mas é compreensível: tenho menos de 1m70 e pouco mais de 50Kgs e quase sempre integro, sem maldade, um casal nota 10 – eu o 1, e, o cara, o 0.
Eu gosto da sensação de falsa segurança que a companhia de um “fortinho” me dá. São abraços que geralmente me escondem dentro seus braços e a impressão de que, a qualquer sinal de ameaça, ele me pegará com apenas uma das mãos, me colocará sobre seus ombros e me levará embora dali, como em um perfeito conto de fadas. Só que eu prefiro o Shrek e sua praticidade.
E dormir de conchinha com um gordinho? É muito, mas muito, mas MUITO amor. Me encaixo de uma maneira que só a barriga de um gordinho na lombar consegue ilustrar. Só esta cena, nada mais.
Não é que eu dispense os outros… Mas é que eu prefiro os gordinhos *_*

Carta para o moço da HD883

 

Eu me lembro bem do primeiro dia em que te vi, te desdenhei e fui embora para casa cheia de vontade. Você é um cara lindo e muito bem articulado, tem tanta alegria nos olhos e um inconfundível olhar geminiano de quem confia em si mesmo.

Eu sou aquela mulher, também geminiana, que fingi não te querer. Que te reprovou com o olhar quando você brincou sobre a possibilidade de dormirmos juntos naquele dia – e nós nem estávamos ficando. Mas eu também sou aquela menina que ficou ansiosa aguardando por revê-lo, fazer piada da tua brincadeira, experimentar o teu beijo.

E, quando nos revimos, nossos olhos brilharam no mesmo tom. E eu sei que, como cidadãos experientes deste mundo – que somos-, esperamos a hora certa de nos afastarmos de nossos amigos e ficarmos estrategicamente por perto.  E mais perto. E mais perto. E conversar sobre coisas da vida, sobre motos estradeiras, sobre o AC/DC que você tanto gosta. E eu me lembro de cada sorriso que você deu, o jeito de movimentar o teu corpo. E me lembro de olhar para os lados, e perceber não haver mais ninguém da turma por perto. Só nós dois.

Não consigo me esquecer do teu olhar reprovando meu refrigerante e, cavalheiramente, me pagando aquele drink – o Black Sabbath – que eu tinha gostado de experimentar no copo de nossa amiga em comum. Ela, com cara de espanto, disse-me que você nunca tinha pagado drink para ninguém. Ela já torcia por nós dois. Isso você não sabe.

Eu me lembro do nosso primeiro beijo, com mordidas, você me pegando com uma mão pela cintura e, com a outra, puxando os meus cabelos. Não me esqueço do movimento do teu corpo que fazia com que o meu se arqueasse. Você me fez ficar molhada até as coxas. Até hoje só você fez isso.

Então fomos embora, você me deixaria em casa, mas nossos beijos foram tão loucos e deliciosos que não resisti a todo aquele tesão que você me provocava. Eu deixei você me masturbar no teu carro, eu te chupei de propósito, só pelo gosto de ouvir você gemendo, e dizendo baixinho o quanto o meu boquete é bom, porque eu sei que é.  E dali, da frente do meu prédio, decidimos passar o resto da noite juntos num motel por perto.

Eu me lembro do teu olhar de safado enquanto me despia, dos beijos nos meus ombros e das mordidas em meus mamilos. Lembro-me, também, de você me chupando, procurando meus olhos como quem estivesse me perguntando “está bom?”, e eu respondendo o quão bom era o jeito de você chupar minha buceta. E então eu decidi que era minha vez de te dar prazer oral e te fazer um boquete ainda mais caprichado agora que você estava nu e era todo meu. E cada suspiro, e cada gemido, e cada um dos elogios que eu recebia MERECIDAMENTE me faziam ficar cada vez mais vaidosa. Você segurava meus cabelos longos e me dava alguns tapas, me chamava de vadia e de qualquer outra coisa que eu mesma pedia.

Você deve se lembrar, tanto quanto eu, do momento em que eu decidi que era hora de transarmos, que sentei no teu pau e ali fiquei reinando até que a minha perna se cansasse. Foi então que me deitei e você me fodeu com minhas pernas para cima, me fazendo sentir prazer como eu sequer conseguia, antes de nosso primeiro beijo, imaginar que você faria.

E quando a foda acabou, dormimos, abraçados. E quando o sono acabou, transamos de novo, antes de irmos embora daquele lugar que foi o nosso santuário do prazer.

E antes de me deixar em casa, caminhamos pela feira de domingo, comemos pastel, bebemos caldo de cana, e ríamos como dois adolescentes idiotas, e nossos olhos brilhavam mais que a luz de mil faróis juntos.

Pode parecer uma besteira, mas fazia tempo que eu não sentia que o sexo seria só o começo. Eu nunca consegui entender o que falhou depois disso. Tínhamos tudo para dar certo. Havia torcida para isso – talvez esse tenha sido o problema. Nos falamos algumas vezes… mas, quando me reviu, não me quis. Você me baniu da tua vida, foi-se embora sem dar a oportunidade de, quem sabe, sermos felizes juntos. E eu também não consigo entender por que você mexeu tanto comigo, por que registrei em minha memória e nem por que me importo tanto com cada um dos detalhes dos poucos momentos que passamos juntos.

HD883