Domingo

Eu senti um movimento na cama e, no sono leve, acordei. Eu estava de costas para ele e ali fiquei. Ele beijou minha cabeça, desligou o rádio e se levantou. Dali a pouco senti um cheiro de cigarro que, embora não me incomode – apesar de eu não ser fumante -, não tem como passar batido. Virei para o outro lado e notei que ele estava em pé, no jardim de inverno, olhando sem enxergar e pensamento loooonge… Como é gostoso, meu Deus. No que poderia estar pensando?

“Bom dia!”, falei. Ele me olhou de um jeito meigo, como se estivesse me admirando. “Bom dia, Cris, dormiu bem?” “Aham”, um aham manhoso enquanto eu me espreguiçava. Olhei na parede do quarto e o relógio apontava mais de meio-dia. Caraca, a moça da recepção disse que o período ia até as 13hs… “Nossa, já passou do meio-dia, Márcio…” E ele emendou: “Relaxa, vou pedir por outro período.” Ele pegou o telefone e começou a falar com o pessoal da recepção. Tudo o que eu conseguia fazer era pensar que aquele domingo mal começava e já estava me surpreendendo. Ele desligou o telefone, eu sorri. Bobo pensamento adolescente, mas iríamos ficar mais tempo juntos e a sensação me fez bem à beça. “Tudo bem prá você, Cris?” “Bem, baby? Eu acho é ótimo!” e rimos juntos. “Mas preciso dar uma palavrinha com a minha mãe.” “Tuuudodobem.”

Peguei meu celular e, desta vez, fui eu quem seguiu para o jardinzinho. Liguei para a minha mãe, que atendeu no 2º toque. “Oi, Cristiane, bom dia, filha!” “Bom dia, mãe. Tudo bem?” “Tudo. Vai demorar prá voltar prá casa, é isso?” “É, mãe. Um pouquinho.” “Filha… você quem sabe da tua vida. Só cuidado, ok? Beijo, te amo!” “Ok, Dona Vera. Também te amo! Tchauzinho.”

Eu desliguei, voltei para o quarto e olhei para o Márcio, que estava olhando o cardápio do motel. “Está com fome, Cris? Estou pensando em pedir café da manhã.” “Adoooooro, pode pedir um desses cheio de coisas?” “Claro!” Ele ligou novamente na recepção, enquanto fui em direção ao banheiro. Escovei os dentes, fiz xixi e abençoei a vida de quem inventou os lencinhos higiênicos umedecidos. Quando saí do banheiro, vi que ele terminava de escovar os dentes. Foi aí que o dia começou, de verdade.

Ele me agarrou e me deu um daqueles beijos que provocam reação automática. Em menos de 5 segundos lá estava eu, encharcada, mamilos rígidos, coração disparado, e uma vontade louca de foder. Ele colocou a mão nos meus cabelos e puxou minha cabeça para trás, começando a beijar o meu pescoço, subindo para a orelha, descendo para o meio dos peitos. Eu senti o seu caralho, duro, encostar na minha barriga.

“Agora, sim, bom dia, sua gostosa!” Sussurrando e ofegando, o meu “bom dia” de resposta veio à tona, junto com um “Me fode, Márcio. Te quero dentro de mim. Me fode, me fode!” Ele largou os meus cabelos e me levou, pelas mãos, para a cama. “Fodo, sim! E fodo agora. Deita, vai?” “Deito, sim, mas vai ter que segurar as minhas pernas lá em cima.” “Franguinho assado, é?” “Aham!”, e sorri para ele, que, sorrindo também, me respondeu um “Sua safada…” que, ai, caralho! Sou mesmo, sou mesmo!

Ele colocou a camisinha e enfiou aquela rola dura dentro de mim. Gemi! Caralho, como é gostoso. Caralho, caralho. “Caralho, caralho, tu é muito gostoso! Vai, me fode. Ai. Isso, assim!” “É assim que você gosta, safada?”, ele perguntou enquanto se movimentava em vai-e-vem. “É, desse jeito mesmo.”, respondi com cara de quem precisava até de mais ar prá respirar. Daquele jeito, socando fundo dentro de mim, cheguei a gozar duas vezes. Nas duas ele sorriu, aprovando. “Fica de quatro, Cris, fica?” “Fico, seu safado!” E me ajeitei, com a cabeça sobre os travesseiros, o bumbum empinado para cima.

Domingo

Ele se encaixou entre minhas pernas e, dando um tapa na minha bunda, fingiu-se mineirinho. “Eita, rabão bonito, sô!” O riso largou frouxo. Ele, então, segurou-me pelas ancas e enfiou o pau na minha buceta. Gemi alto. Ele se abaixou e, na direção do meu ouvido direito, falou baixo, porém imponente: “Geme, sua safada. Geme, porque eu vou te foder. Não era isso que você queria?” “Era, não. É! Me fode! ”, respondi. E ele me fodeu, feito cachorrinho, me presenteando com três deliciosos orgasmos, até o momento em que gemeu mais alto, gozou e, lançando-se para frente, abraçou-me como eu estava: bunda para cima, cabeça na altura da cama. Nesta hora, a campanhia do quarto tocou e ouvimos alguém colocando nossa refeição pela porta.

A história de “Cristiane e Márcio” será publicada um pouquinho por semana, Acompanhe por aqui  😉

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