Saudades…

Você começa a dividir tudo por dois. Prá caber tudo no guarda-roupas, percebe que é necessário fazer aquele puta exercício de desapego e se livrar daquela camiseta que te lembra aquele verão memorável de 1995, da calça na qual você não cabe há uns 2 anos (mas que iria perder peso e voltar a usá-la) e de um monte de quinquilharia inútil.

Teus horários já não são mais só teus, o banheiro não é mais só teu, o cobertor não é só teu. A vida não é mais só tua. Não que você pertença ao outro, mas agora você se permite estar com o outro – e precisa se adaptar às mudanças na própria rotina. Assim é a vida a dois. E faz pouco tempo que entrei nela.

Dias atrás ele fez uma pequena viagem. Está há dois dias fora, volta hoje. Confesso que, por mim, eu teria ido junto. Mas nem sempre é possível estar ao lado da pessoa o tempo todo.

Tenho vindo trabalhar com o carro dele, sou a dona do dial do rádio. Aproveitei para não fazer nada de “pesado” em casa, jantei miojo – e só miojo, nada gourmet -, assisti filme água com açúcar no quarto, fiz xixi com a porta do banheiro aberta. A liberdade precisa ser apreciada e aproveitada com respeito.

Foda mesmo foi dormir sozinha estas duas noites, sem a barriga dele esquentando as minhas costas… Foi à noite que a saudade mais apertou.

Um pensamento sobre “Saudades…

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