Papo de Boteco

Boteco é sempre um bom lugar para pensar, pelo menos no meu ponto de vista. Se não quando você vai acompanhado dos amigos – para tomar aquele chopp trincando de gelado e de espuma cremosa, para jogar conversa fora com os brothers, rirem todos feito um bando de otários, e reparar nas bundas e decotes (ah, as bundas e decotes…) -, serve para se ir sozinho (por que não?) e observar as pessoas ao redor. Especialmente as pessoas com belas bundas e deliciosos decotes.

Hoje saí do meu trabalho com um tesão de tomar uma breja… caralho, cara! Sexta-feira sempre invoca uma cerveja gelada como recompensa por ter fechado uma semana inteira de expediente. Ainda mais no dia de hoje, que foi uma bela bosta: corrido, improdutivo, e só cobrança o dia todo.  É a vida te dando o lúpulo, malte e cevada como troféu, meu chapa. E lá fui eu, sozinho mesmo, prá matar esta vontade antes de voltar para casa e dar de cara com a patroa.

Encontrei meu lugar no balcão ao lado de uma mesa pequena com duas delícias que conversavam animadamente. E mulher é uma maravilha: fala mesmo e sem pudores. Fiquei na minha, só prestando atenção à conversa…

– Eu e aquele calhorda? Nem morta. Terminei com ele na semana passada!

– Não brinca, amiga! Por quê?

– Ah, um opressor do caralho! Tá certo, a gente se dá muuuuuito bem na cama. Mas, gente, que relacionamento sobrevive se um só parece satisfeito quando humilha o outro, quando faz o outro se sentir prá baixo? Ele vivia me deixando mal, sabe? Ah, não aguentei. A gente só estava junto há uns 4 meses e já estava nesta merda toda. Treta, trepa. Treta, trepa. (as duas riem). Sai, zica!

– Mas e aí, ele aceitou numa boa?

– Claro que não. Acho que ele não admite que não sirvo prá essa vida. Mas desde quarta agora ele não me liga, graças a Deus. Quem me manda?

– NINGUÉM!

(Elas riem escandalosamente. Fico aqui imaginando que, por trás de toda aquela carcaça de “sou poderosa”, há uma mulher que deve ter chorado prá caralho nos primeiros dias, nariz escorrendo, maquiagem borrada… mas que não vai admitir isso para a amiga  – pelo menos não agora -, neeeeeem fodeeendo. Continuo prestando atenção à conversa delas.)

– Ah, mas só para você saber… ontem saí com o Pedro.

– Ah, sua safadhénha! Não perde tempo, hein? Se bem que o Pedro, né? Venhamos e convenhamos? Morri de inveja!

– Morre não, amiga. Eu empresto. Eu divido. Aquele lá é patrimônio da humanidade e ninguém põe aquele cara na coleira, não.

(Hein? Oi? Dividir? Já imaginei um belo ménage à trois com aquelas duas – e eu adoraria ser o tal do Pedro)

– Dividir não é comigo, Lu, você sabe!

(Ela dá uma risadinha tímida e percebo que ficou vermelha. Nhac!)

– Você não sabe o que está perdendo, sua tonta! (Ai, caralho, essa mulherada vai me matar… Assim que eu chegar em casa vou quebrar minha esposa ao meio, já estou de pau duro aqui, ouvindo este papo que muito me interessa) Mas enfim, eu te EMPRESTO o Pedro, então. Porra, o Pedro… ai, o Pedro!

– O que tem o Pedro?

– Gi, o Pedro… o Pedro sabe muito bem como comer um cu. Muuuito bem. Ele é um gentleman, sabe? (Dava para perceber a tal da Gi se aproximando e se mostrando ainda mais interessada no papo. Ai, Gi, ai, Lu… ai, caralho!) Ontem ele levou chantilly e lambuzou minha bunda. Depois ficou lambendo e dando mordiscadinhas por ela todinha, depois veio, lambendo meu cu, lambia minha buceta… uma meleca (Lu ri com um sorriso selvagem… caralho, velho!), mas um tesão do caralho, literalmente. Como não vou dar o cu prum cara desse? Com aquele pau lindo e grande que ele tem, que eu adoro chupar? Chupo mesmo, e com gosto. Engulo, bem laaaá no fundo da garganta, só para ouvir ele gemendo e me chamando de gostosa.

– Se você realmente me empresta… me interessei, hein?

– Relaxa, gata, empresto mesmo e com boas referências!

E elas riem. E eu estou ali, perdido na minha imaginação daquela conversa animada, quando meu celular toca. É a minha esposa. Estou no fim da minha cerveja, quase pronto para partir prá casa, e a atendo.

– Oi, amor! Buenas!

– Oi, minha delícia! Boa noite!

– Onde você tá?

– Parei num barzinho aqui na Vila… mas já estou quase indo embora.

– Vem logo, baby. Vem prá me comer, por favor! Tô precisando fazer um amorzinho selvagem hoje, topa?

– Ôpa, vou ali pagar a conta agooora! Hahahaha

– Vem logo. Tô te esperando só de calcinha, tá?

– Delícia! Vou voando prá casa!

– Vem com cuidado. Beijo!

– Beijo.

E lá vou eu prá casa. Mas antes… uma parada no mercado. Sabe como é, né? A patroa adora um anal… e eu vou aproveitar a dica da gostosa da Lu e vou comprar chantilly. Curti a ideia. É por isso que eu adoro um boteco… e as botequeiras também.

 

Este post tem uma continuação bem gostosa em Papo de Boteco – A ContinuaçãoEnjoy!

7 pensamentos sobre “Papo de Boteco

  1. Boteco é exatamente assim. E quando se está sozinho é quase inevitável reparar nas bundas, decotes generosos e também nas conversas femininas alheias. Especialmente quando se é sexta-feira com tesão a flor da pele (sempre). Boteco é vida.

    • Pois é, Dri. Eu mesma, nas minhas idas solitárias a qualquer lugar do mundo, sempre reparo nos acontecimentos ao redor. E foi partindo da observação alheia que criei este post.
      Obrigada pela presença, sempre.
      Bjss

  2. Pingback: Links do Papai #021 | Uh Papai Chegou!

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