Hora do Almoço

O dia estava muito corrido e tudo o que eu queria era aquela pausa do almoço. Sair de frente de computador, relatórios e ligações. Queria logo encontrar meu amigo e, juntos, comermos naquele restaurante do shopping que monta mesas a céu aberto.

O Luís é uma dessas pessoas que a gente decide se tornar amigo só de olhar, de tão gente boa que é. E eu sempre achei aquele homem um gato. Piro naqueles olhos puxados – não, ele não é oriental, mas tem olhos puxados. Um charme! – e em seu sorriso. Sabe aquela impressão que basta um sorriso de alguém para mudar o dia? O dele muda! OK, eu sinto um tesão danado por ele, também.

O problema é que o Lu namora. Começou a namorar logo que nos conhecemos. Embora tenha rolado um interesse da minha parte por ele – e, acredito eu, que dele por mim – , o flerte com a Michele já estava rolando há tempos e ambos se acertaram pouco depois que o conheci. E formam um casal lindo, admito. O que restou para mim, então, foi aquela amizade gostosa.

Nos encontramos na entrada do Shopping e logo começamos  a falar dos nossos problemas corporativos, falar sobre a vida… uma forma de desabafar. Fazia quase 2 meses que não nos víamos. Era muito papo para colocar em dia e apenas 1h30 de almoço juntos. Chegamos ao restaurante, escolhemos nossa mesa e fizemos o nosso pedido.

Enquanto estávamos aguardando nosso prato chegar, percebi que meu pensamento não estava ali na mesa. Estava loooonge…

“Por que não vamos almoçar em um lugar mais íntimo?” Rebati apenas com um “Oi, Lu?” “É, por que não vamos comer e… bem, nos comer?”

Aquelas palavras me deixaram atordoada. Ao mesmo tempo em que meus valores gritavam “Nâo, ele é comprometido”, meu coração disparava e aquela voz do pecado ao fundo da consciência me dizia: “Pode ser tua única oportunidade. Aproveite.”

“ Lu, olha só… não acho certo.” “Mas você quer, que estou vendo em teus olhos.” Danado, sabia me ler como ninguém. “Vamos, Bê, por favor! Tem um motel aqui pertinho…”

Esqueci-me de valores, de Michele, de qualquer coisa… e fomos.

Fui surpreendida logo ao chegar à suíte. Era, em si, um quarto bem simples e aconchegante. O que me deixou surpresa mesmo foi o nosso comportamento. Pensei que ficaríamos sem graça, cheios de dedos… de jeito nenhum! Era raro eu conhecer alguém com quem tivesse tanta cumplicidade.

Em segundos estávamos nos beijando, enlouquecidos. Que beijo delicioso! Mesclava mordida, mesclava lambida. Era lábio, orelha, pescoço, nuca, ombros… negócio de doido. Um tesão guardado há tempos que, de repente, resolveu se liberar.

Como tínhamos pouco tempo, rápido nos despimos, mas nada de forma desajeitada. Eu não resisti e, vendo-o nu, decidi chupá-lo. Eu precisava chupar aquele pau maravilhoso. Bonito, sabe? Pau bonito, saco proporcional… duro, firme e em pé feito uma barra de ferro. Como resistir a isso?

“Uau, Bê, que boca é esta? Caralho, que boquete maraCARAAAALHO!”

Aquele homem gemendo me deixava mais excitada ainda. Porque sou vaidosa, sei que faço um bom sexo oral. Eu sei!

“Rebeca, pára, senão vou gozar…  e eu quero te foder”.

E então eu pedi que ele se deitasse naquela cama gigante. Enquanto lambia o saco dele, ele colocava a camisinha. E eu montei naquele pau como a melhor e mais premiada amazonas que existe na história. Era a minha vez de gemer, e muito, porque o pau dele alcançava em cheio meu ponto G e era um orgasmo atrás do outro. Eu gemia e só sabia dizer: “Caralho, Lu… ai… caralho, seu gostoso!”

E então eu comecei a ouvir aquela voz lá loooonge, me chamando de volta. “Hei, Rebeca, o que aconteceu? Te vi ficar longe, estou te chamando e você está aí, pensamento distante… o que foi?”

“Ai, Lu, tava aqui pensando numas coisas… acho que ando ficando maluca.” “Problemas no trabalho?” “É, também. Sabe quando você tem um monte de pensamentos na cabeça e não consegue ter controle sobre eles, ordenar as ideias…? Estou exatamente assim. Desculpa.” “Está ficando maluquinha, né? Te entendo, minha amiga querida!”

É, Lu. Você pode até entender o quanto estou ficando maluca. Mas não sabe nem o porquê e nem o quanto.

2 pensamentos sobre “Hora do Almoço

  1. Hora do almoço é perfeito, assim como um café da manhã….rsrsrs Se bem que rolar isso com alguma colega de trabalho no café da manhã seria impensável, mas não impossível né? Uma rapidinha quem sabe…rsrsrs
    Adorei!! Delicia!
    Bjs

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