O gosto que tem

Eu havia acabado de tomar meu banho, passar meus cremes, me trocar. Tinha vestido uma simples e bela camisola azul clara, com rendas. Ele apareceu e fiquei completamente constrangida. Vermelha, meus movimentos indicavam que eu voltaria ao quarto, mudaria a roupa para algo menos “mulher”. “Fique”, ele me disse, “gosto assim”. Baixei os olhos, respirei fundo, prendi meus cabelos e fiquei.

Sentei-me no sofá espaçoso. Começamos a falar sobre a vida, sobre o último anos, sobre os últimos planos. Sobre o tempo, sobre política, sobre o dia. Confesso que a presença dele me afetava, o olhar dele me constrangia, mas o desejo de permanecer ali era maior do que a vergonha de estar numa lingerie da noite. Ele era articulado, não se sentia encabulado de falar sobre tudo e sobre o nada. Eu via que ele percebia minha timidez e se deliciava com isso – seu sorriso de canto de boca era uma inegável demonstração de prazer.

“Sabe o que acho extremamente sensuais em ti? Acredito que vai rir quando souber o que é”. Apenas arqueei a sobrancelha, esperando por algo fora do comum. “Teus ombros. Gosto de ombros, pescoço…” Eu realmente ri. Não de forma debochada. Eu só não imaginava. Aquele homem, que me elogiava sempre que podia, que gostava de dizer o quanto me achava bela, agora revelava que, além de tudo, gostava dos meus ombros. Era diferente – e interessante. Minha imaginação voou, já imaginei o quanto poderia ser bom receber um beijo dele nos meus ombros, na minha nuca, pescoço… fiquei ainda mais sem graça, mas mantive meu sorriso, misto de encabulada com ainda mais interessada nele. “Você é um perigo, moça… sei que você não tem a intenção, mas este teu jeito me excita muito.” Acabei me levantando. “Acho melhor eu ir dormir. Boa noite, baby”. Ele fez uma cara de perplexo, mas não tentou me impedir de ir embora.

Subi atordoada, entrei em meu quarto, deitei em minha cama. Olhos arregalados, o sono tinha embora, eu fiquei pensando naquela conversa. Ele estava ali, naquela noite. Era amigo do meu irmão, ia dormir em nossa casa para, juntos, em suas motos envenenadas, pegarem estrada na manhã seguinte. Iriam a uma cidade do interior de São Paulo onde haveria um encontro de motociclistas. Eu sabia que poderia aproveitar para matar minha curiosidade, ninguém perceberia – todos dormiam. Levantei-me decidida a descer e dar-lhe um beijo, ao menos. Quando abri minha porta, ele estava ali. Parado, quieto. “Eu estava criando coragem para chamá-la”. O coloquei para dentro do meu quarto.

Demos um beijo de sabor delicioso que eu nunca havia provado igual. A possibilidade de ser pega me trazia medo e uma excitação que eu desconhecia. Rapidamente sentamos em minha cama, ele beijando meu pescoço de forma selvagem, visível vontade de me possuir. O beijo seguiu para meu colo, baixou o tecido que cobria meus seios, beijava-os delicada e deliciosamente. Passava uma mão em meus cabelos longos e negros, com a outra mão percorria por minhas coxas. Encontrou minha calcinha e começou a me masturbar. Logo no princípio percebeu o quanto eu estava molhada, me deitou na cama e se ajeitou, com sua boca em direção da minha buceta.

Sua boca era macia, os movimentos eram perfeitos. Ele começou primeiro beijando de uma forma delicada, mas que rapidinho me fez ficar ainda mais molhada. Depois lambia, com sua língua quente e extremamente molhada. Depois se dedicou ao meu grelo. Ele me sugava e me deixava maluca. Mas eu comecei a perder mesmo o meu controle quando ele resolveu colocar seus dedos em mim. Enquanto sugava o meu grelo, ele começou a me tocar. Ele realmente sabe como agradar uma mulher. Seus dedos, naquela grande mão, me faziam delirar. Eram dois, um na buceta, outro no cuzinho. E ele continuava a me sugar. Não muito tempo depois minhas pernas começaram a tremer, a respiração ofegava e eu sabia o que iria acontecer. Orgasmo. E ele me segurou ali, não queria me deixar escapar. Ia continuar me chupando daquele jeito, ia me fazer emendar alguns. Três. Eu tive três orgasmos com aquela língua em mim.

E então eu implorei para que ele me fodesse. Eu queria sentir aquele pau grande e grosso que eu vi ali, excitado na minha frente. E ele veio. E enquanto ele me fodia, beijava o meu pescoço. Sim, eu sei que não fiz quase nada. Eu queria apenas sentir, sentir, ter orgasmos, sentir…

E foi com toda essa inspiração que eu gozei, sozinha, em meu quarto. Eu não tive coragem de descer de volta para a sala. Não naquela hora. Cheguei a sair do meu quarto depois que me masturbei e, do pé da escada, vi que ele dormia no sofá espaçoso. Ele não dormiu em casa outras vezes. Ainda.

Eu não sei como é o beijo dele, não sei como ele se sairia me chupando. Eu só imagino. E gosto do gosto que tem na minha imaginação.

21 pensamentos sobre “O gosto que tem

  1. O enredo está ótimo, até achei que tudo foi real para depois perceber que foi o desejo da sua imaginação. Libido em altíssima voltagem… Gostei.

  2. Percebo que alguém acordou com um alto tesão correndo nas veias, hein?!
    Como sempre, SEN-SA-CI-O-NAL.
    Sua imaginação, me leva ao gozo?! Pode assim dizer?! hahahaha
    Parabéns, sua linda! e não para, ok? Vc faz falta.

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