As melodias da minha cunhadinha

Quando ela me ligou pedindo para ficar em casa, pois seu voo havia sido cancelado, não imaginei que seria uma noite bastante “estranha”.

Morando sozinho, estava acostumado a receber visitas femininas, mas uma ex-cunhada não era bem o tipo de mulher que eu recebia tranquilamente em casa. Ainda mais depois de um término de namoro tão atribulado. Mas com ela nunca havia tido problemas. Ela até acobertou uma escorregada que dei numa festa de amigos quando ainda namorava sua irmã.

Ela chegou em poucas horas. Nem tive tempo de arrumar a bagunça da noite anterior, mas ela já sabia que, apesar de ser virginiano, não deixava as cosias muito organizadas, exceto a área de trabalho do computador.

A princípio houve um certo estranhamento, pois meio que evitávamos qualquer coisa que tivesse sua irmã como referência, mas comecei a me sentir mais à vontade quando ela me disse “minha irmã é uma vaca de deixar você escapar”. Sorri timidamente… mas ela sabia que de tímido eu não tinha nada. Falamos bobeiras sobre faculdade, sobre o curso que ela iria fazer, mas como bom anfitrião, fui providenciar a comida da noite.

Deixei-a em casa, pois me disse que precisava tomar banho e dar uma última olhada no material que apresentaria na palestra que ministraria no curso.

Saí, não era longe o mercado mais próximo. Voltei rápido e, ao abrir a porta, ouvi-a cantando no banho. Andei meio na ponta dos pés para não fazer muito barulho e percebi que a porta estava entreaberta. Não resisti e caminhei devagar em direção ao banheiro. Não pude acreditar quando vi, pela fresta aberta, que ela brincava de alisar o corpo todo ensaboado. Nem reparei direito na música, mas ela estava tão envolvida pela melodia, barulho do chuveiro e pelas mãos correndo pelo corpo que, mesmo que eu entrasse no banho, não me veria.

Fiquei ali parado… mal podia imaginar que minha ex-cunhadinha fazia aquilo. Tinha minhas razões para pensar isso e não as direi neste texto, mas continuei olhando morrendo de vontade de entrar, mas não em atreveria.

Pela fresta, vi quando ela virou de costas para mim e colocou a mão esquerda acima da cabeça, na parede… sua bunda arrebitada me deixou ainda mais de pau duro (não, achava que isso não era possível, mas ficou). Certamente ela não sabia que eu estava ali, pois, abaixado, vi quando ela começou a enfiar o dedo na bucetinha. Era uma visão deliciosa e mais ainda com seus gemidos baixinhos de trilha sonora. Percebi que ela já não se contentava com um dedinho e passou a mexer dois num movimento de vaivém delicioso.

Mas, de repente, ela parou. O barulho do apartamento vizinho a fez pensar que eu havia chegado e, com uma carinha assustada, parou de brincar no meu banheiro. Voltei silenciosamente para a porta, abri, bati como se estivesse chegando. Vi-a fechando a porta do banheiro e, gritando de lá de dentro, disse que estava saindo faminta.

Do lado de fora, eu tinha na cabeça apenas sua imagem esticadinha, de pernas entreabertas e cabeça distante…

E a noite nem havia começado.

[via @OsTexticulos]

7 pensamentos sobre “As melodias da minha cunhadinha

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