Ah, o prazer…

Dias atrás um amigo me disse: “Pimenta, sou um hedonista convicto!”. Confesso que ainda não tinha me aprofundado no significado desta palavra. Corri para o Google, procurei entender, e vi que, muito mais que o prazer sexual, o hedonismo relaciona-se ao prazer de uma forma bem ampla.

É fato que, como humanos e adultos, quando pensamos em prazer logo nos vêm à mente a ideia do prazer sexual. E que prazer, ai, ai… Mas eu decidi criar este post para fazer você, adulto, refletir também sobre alguns outros prazeres da vida. O ato de “sentir” o prazer. De “se entregar” ao prazer. De ter “o coração aberto” para o prazer.

Já parou para pensar em como pode ser prazeroso o ato de se alimentar? Eu não sei vocês, mas não consigo comer com pressa. Para mim, mais que uma necessidade para manter o meu corpo em pé, me alimentar é uma espécie de ritual. O prato precisa ser muito mais que cheio de itens saudáveis: tem que ser bonito e fazer meus olhos brilharem. E quando provo o alimento, meu Deus, é uma sensação divina! Comer devagar, sentir os sabores, distinguir temperos. Fora o fato de acompanhar a refeição a um delicioso suco – embora não muito recomendado -, a um bom vinho… Teste e você passará a enxergar a sua comida com outros olhos: com os olhos do estômago. De acordo com a Fonoaudióloga Clínica Silvia Tieko Kasama, “A alimentação envolve elementos como o prazer, a felicidade e o convívio social.” (http://migre.me/6ho4t)

E o prazer de curtir um passeio, uma viagem? Estar fora de seu ambiente-padrão (casa / escritório) por lazer já precisa ser algo prazeroso. Não é questão de apenas poder relaxar: aprenda a perceber os detalhes ao redor. Fotografe. Saboreie. Lembro-me da primeira vez que tomei um banho de cachoeira. Eu estava com 28 anos, e a queda d’água em minhas costas me causaram uma tremenda sensação de bem-estar. Quem estava ao meu redor dizia: “Você parecia uma criança ali”, e eu sei disso. Brinquei como criança em piscina – joguei água em meus amigos, posei para fotos. Éramos eu e o prazer, nada e ninguém mais. O resto – incluindo as pessoas – eram apenas parte de um cenário. Tudo era coadjuvante. Naquele momento, a protagonista da história era eu. E, claro, vou recomendar uma bela ecotrip: vá para a região da Usina de Furnas, em MG. Muitas cachoeiras ao redor, canyons. Depois me conte 😉

Um bom banho, que delícia! Meus banhos compõem um ritual de relaxamento. Na medida do possível – e correria do dia a dia, claro -, tomo banhos relaxantes, água de morna a quente, uso sabonetes cujos aromas me despertam mais do que a sensação de limpeza. Eu gosto de ficar cheirosa no banho! E não, isso não é óbvio. Há pessoas que nunca pararam para apreciar o cheiro da própria pele. Além disso, sugiro também que pare para sentir o prazer da água caindo sobre teu corpo. Depois de um dia de trabalho árduo – ou outras N situações -, não há nada mais relaxante. (Ok, alguns dirão que tem, e não posso discordar rsrs) Só não dá para esquecer da vida com o chuveiro aberto. Depois deste ritual, comece outro: passe um hidratante, com calma, sentido o contato do creme com a pele e os movimentos que são feitos para espalhá-los pelo corpo.

O prazer de uma noite bem dormida… Ah, essa reflete na pele, literalmente. Não me venha com essas de que “dormir é para os fracos”. Pode até ser, de acordo com a tua referência de o que é ser forte. Para mim, uma noite mal dormida estraga o meu humor, fora que abala minha energia. Zumbi é coisa linda ao meu lado. Por isso, eu sugiro: prepare o ambiente para dormir e durma bem. Tome um bom e relaxante banho, evite assistir filmes que te deixem agitado(a) ou fazer refeições pesadas, durma sobre um colchão de qualidade e com travesseiros confortáveis. Se for adepto(a) de essências ou incensos, melhor ainda: use os florais que estimulam seu olfato a uma boa noite. Entre outros benefícios, uma boa noite de sono traz o fortalecimento do sistema imunológico – quer mais do que isso? (Leia mais em http://migre.me/6hWFC)

Claro que eu não poderia me esquecer de mencionar o prazer sexual. Nunca ouviu-se falar tanto de sexo como atualmente. O sexo está no filme, na novela, no livro, na loja, nos blogs, na mesa do bar, na mesa da casa (rsrs). E não há de se negar – quanto mais e melhor ele é, mais o queremos. E que tal sentir mais que o prazer do gozo? Sinta prazer ao olhar o(a) parceiro(a), tocar sua pele com a pontas dos dedos, beijar-lhe o corpo todo. Aprecie a roupa íntima comprada especialmente para ser mostrada a você – ainda que você a tire em seguida. Elogie. Elogie o desempenho. Mostre o caminho quando algo não estiver te agradando. Nada melhor que dar e receber prazer.

São tantos os prazeres… quem não se lembra de um maravilhoso banho de chuva – ou banho de mangueira? Ou o prazer de conquistar algo pelo qual se esforçou por tanto tempo? O prazer de ouvir uma boa música, de se permitir a experiências que não te magoem, de sentir o movimento da língua durante um maravilhoso beijo na boca, o prazer de sentir que teve uma oração respondida. Seja protagonista da sua história, e viva. Com muito prazer.

* Enquanto eu digitava este texto, ouvi Sarah Brightman, álbum Eden. Recomendo. Para mim, é um orgasmo musical.

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