Um delicioso segredo

De repente, um “plim”.  Me peguei distraída, pensando naquele homem deslumbrante e em como eu imaginava que fosse o seu desempenho sexual. “Êpa, êpa, êpa, Juliana, o que está acontecendo contigo?”, resmunguei para mim mesma, cortando, num susto, aqueles meus pensamentos fora de hora.

Era um desses dias complicados, de expediente longo, muito trabalho a ser feito e um relatório para elaborar antes de ir embora. Acreditava estar sozinha na empresa, 21hs passadas, quando vi Cristiano passando pelo corredor. Até aí, tudo bem. O que me intrigou é que, do nada, comecei a me lembrar das poucas conversas que eu tinha tido até aquele momento com ele. Poucas. Mas sempre de corredor. Nunca havia testemunha. E o olhar dele, acompanhado das saudações de “olá, bom dia!” me abalava – era como se me devorasse da cabeça aos pés. Eu me sentia como a última cerveja gelada da balada.

Eu não podia negar que, além daquele olhar, a presença dele me afetava. Era um cara alto, forte, bonito de se olhar, o braço direito fechado em tatuagens muito bem trabalhadas. Eu sabia que tínhamos uma afinidade por seu hábito das Sextas-Feiras: sempre uma camiseta de banda de Rock. Era o que eu sabia dele, além de sua função na empresa. Foi neste momento em que tive meus devaneios.

E, então, ele voltou com um olhar de surpreso. “Juliana, não sabia que você ainda estava por aqui. Está tudo bem, precisando de alguma coisa?”. “Está tudo bem”, respondi encabulada, “sabe como é, fechamento de quinzena, tive umas reuniões hoje pela manhã que atrapalharam o meu dia, mas já estava começando a ajeitar as coisas para ir embora.” Foi aí que eu senti que aquele “expediente” não acabaria por ali. Cristiano me olhou de uma forma ainda mais deliciosa do que o habitual e comentou: “Que coincidência estarmos até agora e sozinhos por aqui, não acha?”. Respondi com um aceno de cabeça, vermelha. Consegui me imaginar fazendo, pelo menos, 3 posições do Kama Sutra com ele. E ele, óbvio, percebeu.

A reação dele não poderia ser melhor. Aquele homem fingiu que sairia de perto de mim para, na verdade, ficar atrás de mim. E então, com o braço tatuado, pegou com força o meu braço direito. Com a mão esquerda, afastou meus cabelos e começou a beijar o meu pescoço. Aquilo foi um puta de um golpe baixo. Percebi automaticamente com que tipo de cara eu estava lidando – deliciosamente decidido. Gemi baixinho, com vergonha, mas excitada com aquilo tudo. O ambiente, a situação, o tesão… caralho, que beijo delicioso! Em instantes aquele deus me deixou encharcada. “Você está gostando, Juliana?”, ele sussurrou ao meu ouvido.

E então ele me virou de frente, pegada forte, e começamos a nos beijar. O que era tudo aquilo? Aquela língua maravilhosa, ao mesmo tempo delicada e selvagem, meu coração disparando, as mãos daquele homem percorrendo minhas costas e apertando decididamente a minha bunda, como sinal de afirmação. “Sim, eu vou te comer”, era a mensagem que ele me transmitia. E aquele pau duro dentro daquela calça social – impossível não perceber. Ele abriu minha camisa, misto de delicadeza, misto de vontade de rasgar minha roupa inteira. Beijou meus ombros, beijou minha barriga, e começou a beijar o meu pescoço enquanto desabotoava meu sutiã. Meus seios, nem grande nem pequenos, estavam arrepiados, e ele veio com aquela boca deliciosa para beijá-los. Sensação de céu, pezinho no inferno. Era tanto tesão que não resisti e segurei aquela rola dura. Aquele homem gemeu. E eu comecei a arrancar a camisa dele, desesperadamente.

Ele me surpreendeu. Porque o rumo daquilo tudo era fácil de prever: eu abaixaria, desabotoaria a calça dele, lhe faria um maravilhoso boquete. Ao invés disso, ele me segurou em pé, me virou de costas, levantou a minha saia e começou a beijar meu sexo por fora da calcinha mesmo. Mas eu queria sentir aquela língua na minha pele. Implorei num suspiro: “Tira ela!”, mas ele preferiu afastá-la. Me fez levantar a perna esquerda e começou a lamber minha buceta, ao mesmo tempo em que molhou o dedo nela e começou a acariciar meu cuzinho. Começou a revezar entre lamber meu grelo e me dar deliciosos beijos gregos. Muito rapidamente eu estava pedindo para ele me deitar no chão, porque as pernas estavam bambas e eu não conseguia mais parar em pé. Eu tinha gozado. Deliciosamente.

Ele me deitou, abaixou suas calças até o joelho, arrancou minha calcinha e então enfiou aquela rola dura na minha buceta. Que pau bonito de se ver. Que pau gostoso dentro de mim. Que homem delicioso! O tamanho exato do meu prazer, me fodendo continuamente, segurando minhas pernas para cima, alternando entre delicadeza, beijos em meus pés e estocadas fortes. Ele era ainda melhor que na minha imaginação.

Devo ter gozado umas três vezes, muito rapidamente. Pedi, então, que ele me pusesse de quatro, para me foder feito cachorro. “Uau, Ju, eu não sabia que você curtia falar umas sacanagens também. Putinha!” Apenas sorri, olhar encabulado, boca de safada. Quando fiquei de quatro, ele olhou aquela cena e, enquanto enfiava o pau na minha buceta, falou: “Que visão bonita. Você tem um puta rabo bonito de se olhar. E eu nem imaginava que tivesse esse dragão enorme tatuado nas costas. Gostosa!”. Puxou o meu cabelo e começou a foder mais rápido, sem parar, com aquele ritmo de quem já está chegando em seu auge e quer gozar…  e, então, pedi que ele gozasse sobre minha tatuagem. “É para já!”

Lá estávamos nós, minutos depois, deitados no chão, respirando e nos olhando, sem trocar uma só palavra. Descansamos, nos recompusemos, fomos embora. No estacionamento da empresa, dissemos apenas um simples “Tchau, até amanhã”.

Nunca mais tocamos no assunto. Nunca mais transamos de novo. Eu nunca soube nada a respeito da vida daquele cara. Mas nunca deixamos de nos olhar como quem guardava um delicioso segredo.

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