Matinal

Como sempre, acordei primeiro. Olhos estalados, cara de assustada, de quem interrompeu um sonho na melhor parte. O procurei ao meu lado e o vi dormindo, manso, com a mão esquerda debaixo do rosto – a marca do seu sono profundo, que eu sempre admirava, nua, quando dormíamos juntos.
A noite foi fantástica. Bem verdade que tinha sido mais uma das nossas fantásticas noites, desde que nossas coxas se acariciaram pela primeira vez. Até quando não era perfeito o nosso sexo era muito bom.
Ele tinha chegado cansado do futebol. Eu, eufórica do passeio com as amigas. O encontro dos nossos corpos foi, simplesmente, necessário. Pirâmide de Maslov.
Eu me lembrava disso enquanto o olhava, respiração profunda, nu sob o edredon. Não resisti ao desejo de acordá-lo para curtirmos aquele sol maravilhoso lá fora. Foi assim que, bem devagar, fui me deitando na cama, debaixo do cobertor, minha cabeça na direção dos seus quadris e um desesperado desejo de fazê-lo gozar. Era preciso acordá-lo aos poucos, bem devagar.
Peguei, com carinho, o seu pau e comecei a lamber, lentamente apenas para que sua pele se acostumasse ao toque aveludado e quente de mina língua. Sinal de vida – do pau, pois ele continuava com a mão debaixo do rosto. Aos poucos, comecei a colocar todo o pau dele na minha boca, percebendo que ficava maior e mais duro a cada ida e vinda dos meus lábios.
Ele acordou, então, com aquela cara de “quem estou, aonde sou”. A sensação gostosa de minha boca quente o surpreendeu. Ele pouco se mexeu, apenas colocou a mão sobre minha cabeça, num gesto de aprovação. Respiração diferente, passou as mãos em meus cabelos e fez uma alça para controlar a velocidade daquele boquete.
“Acenda o abajur”, pedi, “e tire o edredon. Quero olhar nos teus olhos”. Me perdi durante uns 15 minutos, chupando o cacete dele e provocando, segurando aquele momento final. “Que sede, hein, vadia?”, foi tudo o que ele conseguiu falar, entre gemidos, antes de gozar no meu rosto. Pois foi no rosto que eu pedi.
Tomamos banho juntos, preparamos o café da manhã e, à mesa, planejamos nosso final de semana. Cheguei a sugerir praia, mas ele pediu camping e cachoeira para revigorá-lo daqueles dias de rotina estressante. Eu sempre aceitava, não resistia à idéia de poder aproveitar integralmente a sua companhia, as trilhas, as cachoeiras e a possibilidade de nadar nua.
Em direção ao quarto, sorri maliciosamente. “O que foi?”, ele perguntou. Sorrisinho de canto de boca, respondi: “Estava me lembrando daquela vez que fomos para a Chapada dos Veadeiros. Fui flagrada pelo guia… te chupando, lembra?” Foi imediato. Ele me jogou na cama, me beijou com pressa, olhou nos meus olhos e falou “É uma putinha, mesmo!”. Abaixou minha calça, afastou minha calcinha e foi assim, às 11h59, que gozei.

Um pensamento sobre “Matinal

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